Cálice

Eu sou um louco em todos os meus devaneios
Minhas inseguranças e o desespero por ser amado
Eu sou um tolo em minhas confissões silenciosas
Quando tento ser mais do que eu realmente conheço
E eu não sei quem eu sou

Você tem tudo para ser
O melhor de meu mundo
Quando seria eu mesmo
Mas nos deleites que você busca
Estou fadado à solidão

Me diz
O que você encontra lá que eu não posso te entregar?

Quando você está entre a chuva
Lavando os segredos que todos nós temos
Quando seu corpo é sua exploração
Será que me vê nas telas dessa fantasia?
Um banho regado à vinho
Embebedando seu prazer no cálice de suas mãos

Eu tenho ciúmes de mim mesmo
Eu tenho segredos que não quero compartilhar
Tão egoísta com o que sinto
Tento fazer de você o melhor para mim
Quando não sou o melhor para você

Me faça entender
O que você sente quando eu não estou lá?
Enquanto você se molha na chuva
Explorando os segredos que escondemos
Quando seu corpo é sua única saída
Sou eu que procura nessa encenação?
Um banho regado à luxúria
Embebedando seu prazer no cálice de suas mãos

Eu nunca estive tão perto da verdade
Como agora
Mas tudo o que encontro
São minhas próprias mentiras
Em quem você pensa?

“Você já se sentiu desejado?
Todos esses atos você realmente acha que não são confusos?
Por que ainda me sinto rejeitado pelos seus prazeres?
Somos tão fúteis quando menosprezamos o que os outros podem sentir em cada ato que tomamos
E mesmo assim ainda queremos dobra os joelhos buscando redenção.
Acha que seria assim o nosso futuro?
Um semi-apocalipse de toda a nossa ruína
Eu não busco estar no topo do mundo
Queria apenas ser aquele merecedor
Mas tudo o que sou são suspiros e solidão”

Talvez seja isso que eu sempre mereci
Mas ainda tento entender
O que você vê
Quando não sou eu que faço seu corpo tremer

Quando antes da chuva você se deixa levar
E no toque de seus dedos você começa a voar
Descobrindo a vida entre cada respiração
Uma história doente no mundo real
Eu fiz falta alguma vez?
Um banho para este renegado
Enquanto você se embebeda no cálice de suas mãos

por: Willian Quennehen

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