In Honore Coronam


Uma última lágrima
E toda a dor se finda
Por tempos perdido em suas mentiras
O compositor de meus sonhos

Com todas as marcas de uma alma
Acorrentada em um inferno chamado amor
Condenado por suas criações
O bravo guerreiro que se tornou rei

"Cantem minhas memórias
Cantem minha solidão
Deixem que o tempo coroe minha rainha
O casamento para selar minha maldição"

Lágrimas de um poeta cansado
Sem fôlego para respirar
Lágrimas e medos de uma criança
O fardo que eu nunca suportei

Meu é o reino e toda sua glória
Meu é o manto e a coroa
Minha é a espada que sangra as memórias
Minha é a vergonha e a dor

“Seja meu nome elevado aos céus
Em honra aos grandes reis do passado
E que eu não me envergonhe em suas presenças
E seja merecedor deste mesmo louvor”

Seja o rei coroado
No templo de sua derrota

Meu é o reino e toda sua glória
Meu é o manto e a coroa
Meu é o verso que nunca teve rima
Minha é a estrofe que nunca terminei

Apenas o tempo
Apenas o silencio
O mundo me levou
Apenas as marcas
Apenas feridas
O mundo me deixou

Meu é o reino e toda sua glória
Meu é o manto e a coroa
Minha é a canção de sinfonia melancólica
Meu é o poema que nunca rimou

por: Willian Quennehen

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