Chuva de balas



Primeiro de tudo
Eu governava meu próprio reino
Perdido nas lendas de minhas imaginações
Construindo fortalezas nas quais eu nunca residi
Segundos depois
Minha vida estava transbordando em nítidas mentiras
Navegando sobre um oceano de dor insuportável
Agora ditando regras sobre meu ser
Quem ser
No que crer

Eu compus poesias para a morte
Serenatas aos meus amores fúnebres
Histórias que um dia alguém contará
Sobre papeis que queimarão na linha do tempo
Na mentira de minha mente uma linha da vida que foi negada
Agora eu sou este que caminha sozinho

Em meio a esta chuva de balas
E dor
As sombras de uma noite iluminada
E medo
Reconstruído pelas mesmas palavras
E lágrimas
Sou o fantasma de meus próprios sonhos
O príncipe em meus contos de fadas
Meu erro, meu orgulho,
Minha vitória vem de minhas derrotas
Eu sou o que sou

Terceiro dia
Ascenda aos céus sua voz, seu choro, sua oração
Todo aquele ódio que incendeia suas veias
Sem dor, sem ganhos
Agora nada mais será em vão
Envie sua oração

Eu quis faze-los se curvarem
E quebrei a mim mesmo
Tentei flutuar, e me tornei inalcançável
Iluminei suas ignorâncias e me deixei consumir
Pela minha própria
Rejeitei sentimentos, desejando a liberdade,
Aprisionando a mim mesmo em caixas de inexistência
E hoje eu tento recompor

Em meio a esta chuva de balas
E dor
As sombras de uma noite iluminada
E medo
Reconstruído pelas mesmas palavras
E lágrimas
Sou o fantasma de meus próprios sonhos
O príncipe em meus contos de fadas
Meu erro, meu orgulho,
Minha vitória vem de minhas derrotas
Eu sou o que sou

E por fim
As chamas devem consumir tudo o que já existiu
Das cinzas nascerá o amanhã
A coragem ainda arde no coração
O sonho do voo noturno
O sonho noturno de voar
Eu nunca fiz o que eles viveram
Navegando e seguindo o desconhecido e fluxo
Eu saberei onde o nada me levará
E com tudo o que vou chegar lá

Em meio a esta chuva de balas
E dor
As sombras de uma noite iluminada
E medo
Reconstruído pelas mesmas palavras
E lágrimas
Sou o fantasma de meus próprios sonhos
O príncipe em meus contos de fadas
Meu erro, meu orgulho,
Minha vitória vem de minhas derrotas
Eu sou o que sou

por: Willian Quennehen 

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