Engraçado você vir me acusar agora
Quem te deu o domo dourado?
Você não pode controlar o que não está em seus lábios
E eu não serei mais um degrau em sua avareza
Morde e assopra
Sua máscara de virtudes
Despedaçando no céu como nuvens de uma tempestade
Agora você me envenena com seu cálice
E tudo o que eu espero é um novo amanhecer
Onde os doces espinhos que me sufocam
Deixarão marcados toda a dor na lembrança
Senhor dos medos incontroláveis
“Olá? Como você está?
Minha estrada não é a sua
Mas você deverá me ver reinar”
Uma prostituta concebendo a morte
No ventre que alimenta essa discórdia
Apenas o silencio se pronuncia
Seja feita sua vontade, meu senhor
Sem mais palavras para pronunciar
A criança e o tempo despertarão no momento certo
Senhor dos medos incontroláveis
Não me restou nada além da dor e da esperança
Desejo que um dia a esperança leve a dor embora
Ira
A inveja de toda a carne
Essa alma que me devora
Tão sedutora quanto minha própria perdição
Um vício que entorpece a massa
Ser inocente de seus próprios erros
Destrua-o
Mate-o
Estupre-o
Faça-o sangrar
E você nem se lembrará amanhã
Minta
Esconda
Conte a si mesmo essa falsa história
Um dia você poderá acreditar
Senhor dos medos incontroláveis
Algum dia eu irei abrir meus olhos
E então eu verei tudo o que não vi
E você sentirá um gosto amargo na garganta
Desejando que o tempo leve embora
Tudo o que você não escolheu
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