Cidade dos Amaldiçoados


O lugar onde ninguém dorme
Para onde as armas apontam
E todo o mal se alimenta
É minha trilha para a perdição

O tempo não para
A noite da serpente do paraíso
E todos os lobos uivantes
É minha janela para a perdição

O sonho que uma vez eu tive
Nada parece real
Agora é hora de enfrentar este furacão de mentiras

O sonho que uma vez eu perdi
Brinquedos quebrados no chão
É hora de enfrentar todos os medos em mim

Fuja, minha criança
Para a terra do faz de conta
E acredite em suas lágrimas
E nas mentiras que elas escondem
Corra, minha rainha
Para além do véu do horizonte
Onde os esquecidos esperam
Pela fé que nunca perdoa

O sonho que nunca realiza
Agora o tempo se finda
Encarar todas as vergonhas de um poeta covarde

O sonho que vira pesadelo
E todos os desejos infiéis
Encarar todas as derrotas é uma dor sem fim

Se esconda, meu santo traído
No paraíso perdido de um beijo
E conforte seu tolo coração
E repouse seu alma congelada
Silencio, meu anjo caído
Este é um momento sem fim
Sem orações para um falso profeta
Sem mais esperanças para uma distante salvação

Não há pra onde ir
Não há refúgio no mundo
Este é o lugar que ao qual pertencemos
Até que nada reste no tempo
Não há para onde navegar
Além do infinito da imaginação
Aqui repousa o silencio
Até que nada possa nos amaldiçoar

por: Willian Quennehen

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