Paladino


"Prólogo"

- Durma, minha doce criança
O mundo não é mais um conto de fadas
Seus olhos, cegos pela ira
Agora repousam no silencio -

A verdade que eu nunca descobri

"Portas Abertas"

Tolo sonhador
Apoiado nas lembranças de um sonho
Esta rima incompleta
É o lamento de minha covardia

Desafiando o que é real
Uma guerra para o guerreiro
Liberte sua alma
E a espada presa na pedra

Cale-se
Poetisa da Profecia Branca
O véu do horizonte engana nossa visão
Perdoa-me
Poeta dos falsos amores
Uma porta se fecha com o abrir dos olhos

Um rio a navegar
O tempo nunca parou
Este fardo tão real
E esta dor que já não suporto mais

A última dança
Serenata do amor fantasma
Um novo mundo nos reserva
Uma nova porta aberta

Cale-se
Poetisa da Profecia Branca
O véu do horizonte engana nossa visão
Perdoa-me
Poeta dos falsos amores
Uma porta se fecha com o abrir dos olhos

Uma nova guerra pra perder

"Em Meio As Trevas"

Cante-me todas as melodias
Cante-me toda a sinfonia
De suas vergonhas
De sua luxúria
Sem perdão
Este é meu epitáfio

O caçador e o leão
Traga toda a sua dor
Cólera da Morte
O beijo do Diabo
E um jogo para todos os infiéis

Onde todas as armas se calam,
No Deserto das Almas Perdidas
O Silencio me tomou

Este é o fim

"O Carpinteiro"

Construa minha arca
Salvador eterno
E mergulhe-me em meus pecados
Pra perder minha fé
Mas não perder a salvação

Mantenha-me abaixo das tristezas
Abaixo de meus pesadelos
Abaixo de toda a chuva que desaba sobre mim
Me lavando de tudo o que eu me tornei
Por minha própria vergonha

O construtor de uma cruz
Carpinteiro da esperança
Construiu meu conto
Construiu meu sonho

- Tudo já foi feito e dito;
Este é o ponto final -

Sob a pálida luz da Lua
Ele o escolheu para guiar a todos
A todos nós

"Sétima Trombeta"

- Por tanto tempo estive no meu mundo de mentiras
Enganado por todos os santos
Eu sei que morrerei - mas amado
Perdoe todas dores
Perdoe todos os amigos traidores
Perdoe o som das armas
Esta é a guerra verdadeira
Só desejo que o mar me leve pra longe
E me conforte nos braços da morte como eu sempre sonhei -

O soar dos sinos
O ladrão da noite está liberto
Caçando a todas as almas
Enquanto mais um poeta definha em suas ilusões

O Pecador, lançado ao Inferno
Bem vindo ao mundo real
Agora é tarde, suicídio em vão
Uma fé moribunda nos portões do paraíso


Cale-se
Poetisa da Profecia Branca
O véu do horizonte engana nossa visão
Perdoa-me
Poeta dos falsos amores
Uma porta se fecha com o abrir dos olhos

Caçar
Correr
Bater
Matar
Ela te seduziu
Agora coroe a Rainha
O tempo tem um fim

Por quem os anjos choram?

"Um Novo Amanhecer"

Os Anciões ajoelhados diante deste altar
Resquícios de uma paixão esquecida
As harpas a muito não tocadas
Agora cantam para um novo amanhecer

Cale-se
Poetisa da Profecia Branca
O véu do horizonte engana nossa visão
Perdoa-me
Poeta dos falsos amores
Uma porta se fecha com o abrir dos olhos

- Hoje, na Era da Liberdade,
Este compositor encontra seu descanso
Lembranças de um dia de verão
E praias de areias brancas como a neve
Ele ficou esquecido no quadro da memória
O texto não completo
A lágrima
E todos os sonhos quebrados no chão
O resto só o tempo dirá -

Eternidade

"Epílogo"

Acalme-se, doce criança
O pior já passou
Todo o mal se foi
O que restou é apenas lembrança

Seu sorriso ilumina o dia
E as lágrimas não caem mais
Este é o seu novo conto
Abra os olhos para um novo mundo

- Tudo o que eu sempre neguei
O resto só o tempo dirá -

por: Willian Quennehen

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