O Naufrágo

Um velho marinheiro perdendo seus olhos no horizonte
Procurando uma fuga além de todas as lembranças
Sua feição cansada e suas lágrimas amargas
Marcas pintadas nas paredes da memória


Agora ele lança seu corpo nas águas
Sua nave ao oceano sem rumo, sem destino
Espera com os braços abertos o conforto tão sonhado
O colo de uma mãe e o beijo de um pai


Esta é uma lenda a muito tempo esquecida
Onde o mundo apagou toda a sua dor
Hoje as crianças choram todos os seus sonhos quebrados
Lágrimas que regam meu jardim de flores mortas


O bater de asas de uma águia
Ao amanhecer, nosso barco partirá no horizonte
Campos verdes e belas praias de areia branca
Tudo o que eu nunca consegui sonhar


Enfrentando todos os pesadelos
Nuvens negra em uma neblina de medos
Assolando minha alma em meio aos escombros de tudo que deixo pra trás
Esta noite ele irá mais além


A bela dama na janela
O adeus mais doloroso
Risadas de crianças, aquele som que me acompanha


Agora seu coração repousa
Os últimos segundos da visão de um lar
A dor em seu espírito
E um amargo sorriso no entardecer



Esta é história que atormenta todos os sonhos
Aquele medo da liberdade insegura agora desperta
Um horizonte de incertezas na imensidão de um oceano
Lágrimas que regam meu jardim das ilusões

Uma vez eu tive um sonho,
Uma vez, a muito tempo...

Isto é o que alimenta todas as forças
A luz por tanto tempo procura
Agora em seu horizonte desperta um silêncio
Lágrimas que confortam um coração aventureiro

Uma vez eu tive um sonho,
Uma vez, a muito tempo...

por: Willian Quennehen

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