Equilíbrio Desequilibrado


Trago o brilho no olhar
Mas, também, as trevas no perdão
Sou o amor a enfeitiçar
Sou o ódio de meu irmão

Incerto e certo, sou talento
Orgulho arrogante, sou Ares e sou Vênus
Sou o diabo nos lábios, sou o poeta do tempo
Sou um louco apaixonado, sou uma criança-veneno

Derramo guerra, bebo sangue
Em um copo de vinho com diamante
Carrego a paz em minha voz
Sou anjo sádico, santo atroz

Luxúria e ternura, carinho e rancor
Sanidade e devaneio, sou frio e calor
Noite dia, escravo e senhor
Liberdade confundida, leviano sedutor

Agora ascende no Ocidente a estrela as manhã
E adormece a inocência no tempero da maçã
A fruta do pecado representa sua beleza
A pureza da rosa e os espinhos da incerteza

Sou o seu tempo controlado, a batida de seu coração
Depois que conquisto sua alma, sou sua única redenção
Sou sua eterna nostalgia com a pitada de sua ira
Sou o cálice de vinho, sou único e insuperável
Sou o tempo perdido e o relógio parado.

por: Willian Quennehen

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