[O poeta do tempo nunca dorme]
[Minha profunda dor nunca morre]
O relógio toca a minha canção de ninar
Um beijo gelado, um sorriso frio
Tenho me mantido sozinho por muito tempo
Agora é hora de deixar o poeta compor
Descreva minhas dores, o meu medo infinito
Tudo o que sou
Componha-me versos de tudo o que anseio
É tudo um sonho, tudo um sonho
Navegando no horizonte distante
Seguindo minha trilha de lágrimas
Eu procuro encontrar a paz onde o medo nunca dorme
E dormindo eu tento acordar
O meu coração queima em uma profunda raiva
Hoje já não posso me manter feliz
Vergonha de poucas graças
Tudo o que eu me tornei
Cada passo errado, meu mundo interior
Cada grito calado, meu calvário de dor
Onde minha criança não vive mais
A mais longa fantasia sem fim...
Overdose de mentiras sobre meu sangue
Veneno em minhas veias
Viciado na luxúria de meus próprios pecados
O branco mais brilhante
Navegando no horizonte distante
Seguindo minha trilha de lágrimas
Eu procuro encontrar a paz onde o medo nunca dorme
Onde tudo o que sou nunca será o bastante
Desde os primórdios do tempo
Caído no profundo silencio eu choro
E dormindo eu tento acordar
[“Eu me pergunto por que isto ainda me machuca;
Tentei me livrar, mas, está encravado em mim...
Hoje sou tão fraco... Mas por que você me chama?
Eu não quero perder a razão;
Eu morrerei em silencio...”]
Minha alma só se salvará com minha morte
Meus medos, meus erros, minha vergonha... minha paz...
Navegando no horizonte distante
Seguindo minha trilha de lágrimas
Eu procuro encontrar a paz onde o medo nunca dorme
Onde tudo o que sou nunca será o bastante
Desde os primórdios do tempo
Caído no profundo silencio eu choro
E dormindo eu tento acordar
[“Pense em mim como aquele que um dia tentou ser feliz sem cometer os mesmos erros,
Que tentou esquecer a máscara de vergonha que carregava no rosto...
Mas quanto mais eu lutava contra o inevitável, mais o inevitável acontecia...
Poderia não ter sido assim; poderia ter sido melhor; mais uma vez fraco eu fui, e hoje me envergonho no medo do que pode acontecer;
Não vou dizer adeus, deixarei no tempo o meu silencio;
Apenas lembre-se de mim quando olhar as estrelas
E relembre minha dor em cada lágrima que não valha a pena...”]
por: Willian Quennehen

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