Diga adeus, filho, aos sonhos e á esperança
Tudo o que a Mãe nos deu eles tomaram de nós
Por eras estivemos aqui, desvendando segredos
Mas agora o véu do medo se abre pra nós
O Santo Espírito agora descansa em paz
Todos os nossos contos agora se tornam pó
E aquilo que nos curou um dia será lembrança
Memórias no tempo até que não se lembre mais
E isto é o que temos agora
Sonhar pela liberdade é pecado
Navegando pelo rio dos tempos
Até que nada reste de nós
Fazia tudo sentido até eles nos encontrar
Faça silencio agora, eles podem nos odiar
Mas mesmo que meus olhos sangrem
Todo o meu desejo de viver permanecerá aqui
Uma força além dos espíritos e da selva
Suas lendas são enfeitadas com sangue e luxúria
Nossas memórias sempre estarão vivas aqui
Nos acreditamos na vida, vocês nos presentearem com a morte
Vocês nos deram a dor, nós lhes demos a terra
Ao mesmo tempo que tudo já não importa mais
E isto é o que temos agora
Sonhar pela liberdade é pecado
Navegando pelo rio dos tempos
Através da terra que nos deu o fruto
Onde estamos é tudo o que somos
Onde a terra é tudo de nós
Desde que o mundo se descobriu vivo
Até que nada reste de nós
“O Grande Sábio nunca julga culpado
Aquele que se descobrir por vítima.”
Nossas almas se perderão no tempo
Nossos contos, nossas guerras, nossas mortes...
“Clame por mim, ó Espírito das montanhas
Até que o silêncio descanse em paz.”
Até as altas montanhas, nos braços dos ancestrais
Em paz, em sangue e em dor...
E isto é o que temos agora
Sonhar pela liberdade é pecado
Navegando pelo rio dos tempos
Através da terra que nos deu o fruto
Onde estamos é tudo o que somos
Onde a terra é tudo de nós
Desde que o mundo se descobriu vivo
Até que nada reste de nós
E isto é o que temos agora
Sonhar pela liberdade é pecado
Navegando pelo rio dos tempos
Através da terra que nos deu o fruto
Onde estamos é tudo o que somos
Onde a terra é tudo de nós
Desde que o mundo se descobriu vivo
Até que nada reste de nós
E isto é o que temos agora
Sonhar pela liberdade é pecado
Navegando pelo rio dos tempos
Através da terra que nos deu o fruto
Onde estamos é tudo o que somos
Onde a terra é tudo de nós
Desde que o mundo se descobriu vivo
Até que nada reste de nós
“O Tigre Branco, a Águia e o Corso
No rio das lágrimas do silêncio
Escrito nas paredes da história com unhas e dentes
Um mundo que nunca foi e nunca será seu
Onde tudo o que existe é o respeito, e o respeito existe por tudo
A Mãe Santa chora na escuridão de seu ventre
E no mais profundo azul descansa as memórias de todos aqueles que nunca deixaram de sonhar...”
“Hoje suas almas correm livres
Cavalos indomáveis em grandes campos verdes
Longínquos campos de sabedoria, paz e liberdade
Onde o Grande Tigre Branco descansa,
A Águia Guardiã faz seu ninho
E o Corso Selvagem guarda tudo o que já não se diz mais...”
por: Willian Quennehen

0 Comentários